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Projeto Professor por uma aula __________________________________________________________ Por Augusto Amaral

 

O colégio Sistema Betim - COC Sistema de Ensino pode se orgulhar de ter no ano de 2006 uma agenda repleta de projetos e atividades especiais para estimular seus alunos, mas é importante salientar que não apenas de grandes projetos se baseia o colégio, pequenos projetos se desenrolam no interior das turmas. Um exemplo disso é o projeto “Professor por uma aula”, realizado pela professora Myriam Lúcia Assis Marques Coleta junto à Primeira Série do Ensino Fundamental.
Convidado a assistir uma aula do projeto, me deparei com uma situação inusitada. A professora regente da turma tomou um assento no fundo da sala e cedeu o seu lugar a uma aluna. A criança, uma menina de sete anos, explicava como resolver operações de soma e subtração a seus colegas e à professora. Depois a aluna mostrou um jogo, feito por ela, que ensinava a matemática de maneira lúdica aos colegas. A Myrian me contou que a “professora” daquele dia tinha grande dificuldade na matemática. Não pude perceber nada disso, pelo contrário a criança demonstrou confiança ao corrigir, inclusive o exercício da professora regente.
Os objetivos do projeto, segundo a professora, são provocar nos alunos o estranhamento da posição de professor / aluno para que estes possam refletir sobre sua conduta na aula e testar o conhecimento dos alunos. O trabalho ajuda também na auto-estima dos alunos. A cada semana um novo aluno e a disciplina que será aplicada são sorteados. Os alunos se preparam em casa e trazem as atividades prontas, escritas de próprio punho. A criança explica a matéria aos colegas e corrige os exercícios que ela preparou.
Na semana seguinte, encontrei novamente a professora Myrian com seus alunos fora de sala. Eles haviam montado uma feirinha e vendiam um pouco de tudo, de pão-de-queijo a bala, pelos mais variados preços. O objetivo da aula era ensinar como lidar com dinheiro para calcular o preço ou devolver o troco. Todos os alunos tinham suas bancas e vendiam coisas que tinham trazido de casa. Comprei alguns pães-de-queijo e brigadeiros e como todo bom brasileiro consegui melhorar o preço com alguma pechincha, mas vi alunos extremamente felizes se ajudando nas contas e fazendo da matemática uma diversão.